|
23/02/2006 17:48
Bancos, que mal eu fiz para merecê-los?
Estou inconformada com a cara-de-pau e arbitrariedade com o qual os bancos manipulam meu dinheiro e cerceiam meus direitos. Primeiro, depois de quase um ano de conta corrente aberta no Bradesco, um banco que acabou de bater o recorde de lucratividade (vide matéria no post abaixo), apareceu nos meus extratos R$ 1 mil em crédito. Logo que vi esse valor fiquei injuriada porque ele só serve para me confundir e fazer com que eu acredite que tenho mais dinheiro do que realmente possuo. O fato é que nunca pedi, fiquei no vermelho ou utilizei esse crédito e acreditava que o pior disso tudo era ter aquele valor ali, no meu saldo, me iludindo.
Pois bem. Em janeiro, o banco debitou da minha conta R$ 6,50 referente a tarifa de cartão de crédito. O porém é que eu não tenho cartão de crédito. Em fevereiro, o banco me debitou R$ 22 referente a tarifa de cheque especial. Detalhe: eu nunca tive talão de cheques na vida. Muito menos especial.
Liguei lá. Para cada coisa um atendente diferente repetindo sim senhora, não senhora, ligue em tal ramal, senhora. Parecem robôs idiotas. Primeiro me trasferiram para o setor de cartões de crédito. O atendente tem a pachorra de me perguntar se eu não havia recebido o cartão de crédito na minha casa. Não recebi e mesmo se o tivesse recebido teria de desbloqueá-lo ou os senhores estariam infringindo a lei. Fui muito bem tratada depois disso e em cinco minutos informada que o valor seria depositado em minha conta em dois dias.
Outro atendente, agora pela tarifa mais cara debitada sem meu conhecimento. Aí, foi o ápice da total falta de caráter das instituições financeiras. O valor de R$ 22 é uma das três parcelas de igual valor que eu tenho de pagar por aqueles R$ 1 mil de crédito que eu nunca usei e que apareceram lá. Só que agora me dei conta que mais do que me enganar, ele está ali para o banco me extorquir. Mas quem pediu este crédito? Não fui eu. Pode ficar, não quero. A resposta do atendente foi: A senhora tem de ir até sua agência para cancelar.
Conclusão: Para me darem este crédito eu não preciso nem ser informada. Para me cobrarem por este dinheiro que eu nunca usei, eles debitam automaticamente da minha conta e eu só fico sabendo quando tiro o extrato. Agora, para eu cancelar um serviço que eu nunca solicitei, só indo na minha agência (é, porque aí também não pode ser qualquer uma).
Sinto-me uma idiota e questiono a lógica destes tempos modernos. (É, eu acho mesmo que tenho um problema com a lógica). Os caras fazem o que querem com o meu dinheiro (até hoje não consigo entender um extrato bancário em sua totalidade, tamanho vai-e-vem dos valores), me cobram tarifa mensal por isso e ainda me embutem serviços não solicitados com uma facilidade que eu não encontro na hora de recusá-los.
Assim, mais uma vez sou achacada em meus direitos e literalmente tenho meu dinheiro furtado, primeiramente pelo Estado e depois pelas instituições financeiras, como se isso fosse muito normal. Cadê a decência deste mundo????
Paulinha
enviada por Menina Jornalista
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|