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06/03/2006 14:49
chove e tudo vira um caos
Já dizia o poeta que as chuvas de março fecham o verão. Mas, se o fim da estação continuar trazendo os aguaceiros que tenho visto aqui por São Paulo desde o sábado, não sei se sobrará algo inteiro. A frente fria vinda do Rio Grande do Sul, em contato com o ar quente e seco responsável pelas temperaturas na casa dos 30ºC, trouxe temporais em massa. No sábado fiquei ilhada em um posto de gasolina quase 1h30 por conta do toró. Uma parte do telhado em que eu me abrigava foi arrancado com a ventania, os raios eram seqüenciais e até o boné do frentista saiu voando e acabou sendo arrastado pela correnteza que se formou no meio-fio. Centenas de árvores foram ao chão, pessoas ficaram desabrigadas e não faltou notícia para os colegas de plantão. No domingo o céu amanheceu azul e o sol brivalha forte, a despeito do vento úmido e gelado que insistia em correr, trabalhando para tranformar o dia ensolarado em chuvoso. Depois de muito ensaiar, a chuva forte finalmente caiu no fim da madrugada, por volta das 6h. Conclusão: às 9h a extensão de vias congestionadas chegava ao recorde de 165 km, batendo inclusive o pico máximo atingido em 2005 que foi de 141 km. Se eu tivesse vindo trabalhar de carro teria demorado 1h30 para fazer um trajeto que, sem trânsito, demora menos de 15 minutos, com trânsito moderado meia-hora e com muito trânsito, cerca de 45 minutos. Em 1h30 eu venho a pé, que deve dar isso. De biclicleta deve dar 1h e, de moto, geralmente demora 10 minutos. Hoje demorou o dobro. Será que culpar São Pedro resolve?
Paulinha
enviada por Menina Jornalista
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